A dor de cabeça é uma das queixas mais comuns nos consultórios médicos, mas quando ela deixa de ser um incômodo passageiro e passa a ser um sinal de alerta? Para responder a essa e outras perguntas, o programa Veja BEM, da Rádio Divino Oleiro, recebeu o renomado médico neurologista Dr. Luiz Paulo Queiroz.
Durante o bate-papo, o especialista — que possui doutorado em Neurologia e ampla experiência no tratamento de cefaleias — trouxe orientações fundamentais sobre prevenção, automedicação e o momento exato de procurar ajuda médica.
Os perigos da automedicação e o efeito rebote
Um dos pontos centrais abordados pelo neurologista foi o hábito comum de recorrer a analgésicos sem orientação médica. O Dr. Luiz Paulo alertou que o uso indiscriminado e frequente desses medicamentos pode mascarar problemas mais sérios e, contraditoriamente, agravar o quadro do paciente. “Quando a medicação é usada com frequência o organismo aguarda pelo remédio, e causa a dor de cabeça para já receber a medicação., afirma o médico especialista.
Quando a dor de cabeça é um sinal de alerta?
O médico destacou critérios essenciais que diferenciam uma dor comum de uma condição que exige investigação neurológica detalhada.
• Mudança de padrão: Dores que mudam de intensidade ou comportamento de forma repentina.
• A pior dor da vida: Crises que começam de forma abrupta e extremamente forte.
Tratamento preventivo e qualidade de vida
Para quem convive com a enxaqueca crônica, o especialista explicou que o tratamento moderno vai muito além de cortar a dor no momento da crise. O foco da neurologia atual está nos tratamentos preventivos, que reduzem a frequência e a intensidade dos episódios, devolvendo o bem-estar e a rotina ao paciente. Mudanças no estilo de vida, controle do estresse e acompanhamento personalizado são pilares fundamentais para o sucesso terapêutico
Memória em idosos e o valor da convivência social
Ao falar sobre o envelhecimento saudável, o Dr. Luiz Paulo Queiroz trouxe uma reflexão essencial sobre as falhas de memória em idosos e as estratégias para proteger o cérebro. O especialista destacou que o esquecimento não deve ser encarado como algo inteiramente “normal da idade” sem uma investigação, e que existem hábitos cotidianos determinantes para frear o avanço de quadros de demência.
Segundo o neurologista, a convivência social é uma das ferramentas preventivas mais poderosas.
Manter-se ativo na comunidade, conversar com amigos, participar de grupos e manter laços familiares fortes funcionam como uma verdadeira “ginástica cerebral”. O isolamento social, por outro lado, acelera o declínio cognitivo. Estimular a mente através do convívio e do afeto protege as conexões neurais e preserva a autonomia de quem está na terceira idade.
Tratamento preventivo e qualidade de vida
Para quem convive com a enxaqueca crônica ou deseja blindar a saúde neurológica, o especialista explicou que a medicina moderna foca na prevenção. O sucesso terapêutico vai muito além de remediar as crises: envolve mudanças no estilo de vida, controle do estresse, sono de qualidade e, acima de tudo, o acolhimento do paciente.
Assista à participação completa e confira todas as dicas de saúde neurológica acessando a transmissão gravada no Canal Oficial no YouTube.
